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Arte e Entretenimento # The Good Reagan Years.
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Copa do Mundo : o lado B Terças Insanas Muito trabalho, ritmo alucinante, dificuldades financeiras, prazos absurdos de entrega, falta de tempo pra discutir realmente um projeto. Resposta? As terças insanas. O Contexto e a ideia “A relação entre megaeventos e processos de qualificação urbana, tendo em vista a realização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil”: à margem do megaevento temos a paixão pelo futebol, constante. Paixão de um público que não terá acesso ao evento milionário da Copa. Paixão claramente desenhada na vista aérea da metrópole. A favela, como território urbano desordenado, ocupa córregos, ruas ou topografias “impossíveis”, mas contorna o espaço sagrado do campo de futebol. A FIFA divulgou em setembro de 2009 a lista das 12 cidades brasileiras que sediarão os jogos do Campeonato do Mundo de 2014, onde segundo a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) os investimentos na construção e remodelação dos 12 estádios serão cerca de 2,2 bilhões de reais. Apenas a cidade de São Paulo, com seus 11 milhões de habitantes, constituída por um território de informalidade, de contradição e de ausência de ordenação, possui aproximadamente 1.200.000 moradores distribuidos em 2020 favelas. O lazer possível neste território é o campinho de futebol, o dito futebol de várzea – vazios visíveis no mar de barracos e construções precárias. Os festejados mega-estádios ou mega-arenas apresentados nas últimas competições mundiais evidenciam arquiteturas que se transformam em potentes discursos a serviço de dispositivos de poder e da lógica financeira, ressaltando o caráter genérico das cidades, a dimensão de segregação, a competição internacional pelos atrativos “urbanos”, a realização do espaço do negócio, etc. A Proposta A idéia é de potencializar estes espaços, tornando-os, durante o período da Copa do Mundo, em duplos dos estádios milionários, dando visibilidade a cidade real, às vistas dos turistas acidentais que poderão alternar aos jogos das copas, com os “jogos de pelada” nas bordas da cidade. O vazio emoldurado pela favela, recebe módulos pré-fabricados em estrutura metálica, de dimensões variadas para poder se adaptar às diferentes situações, servindo de arquibancada e abrigo, construindo uma situação de enfrentamento, pela ação do projeto. Subvertendo lógicas na reestruturação de territórios urbanos precários. Ao inserir estes módulos - “máquinas de guerra” (Deleuze/Guattari – 2006), no “entre” do vazio do campo de futebol e da trama de barracos, buscamos pela força e enfrentamento da própria formalidade, possibilidades outras de se realizar a vida urbana. A Técnica Uma trama de nervuras metálicas estruturadas entre si, com chapas metálicas pintadas e emborrachadas soldadas sobre as nervuras. Os módulos tem sempre de 3 metros de largura de ocupação no solo (chegando a 4,4m no maior desenvolvimento da curva), são fabricados em peças de 6 metros que são montados no campo, com 12, 24 e 48 metros de comprimento. Cada segmento do módulo de 6 metros, com aproximadamente 21m² pesa em torno de 2,500kg. O custo, portanto, de uma peça de 48 metros será inferior à R$220.000,00. Um milésimo do que será gasto em cada estádio selecionado para a Copa do Mundo. As peças cabem em caminhões e a montagem é feita com guindastes de pequeno porte, a estrutura é aparafusada e as chapas de ligação soldadas no local.
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